segunda-feira, 24 de novembro de 2008
O meu quarto simples.
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
Serviço de Despertar
Acorda-me…
Toca-me os pés com os teus pés, encosta teus dedos na minha perna.
Deixa ficar.
Desliza o teu pé pela barriga da minha perna.
Pára.
Sente-me. Ouve-me.
Respiro, compassadamente. Mas sei que espero que me acordes. Quero.
Vem com a tua mão agora. Desliza-a das pernas para o meu rabo, entala-a e deixa ficar.
Ouve o meu mexer.
No meu sono, eu vejo-te. Sei o que estás a fazer.
Continua.
Desce com as tuas mãos entre as minhas pernas e começa a afastá-las.
Já me mexo, já oiço os meus gemidos, já me estou a dar. As tuas mãos são quentes, o meu corpo está aceso.
Acorda-me mais.
Passa a tua tesão para mim, deixa-me saber como me queres. Queres-me quieta, sonolenta, queres ver a minha cara, queres só que me abra para ti?
Conta-me… com as tuas mãos.
Entendi.
Procuro, de costas para ti, o teu caralho. São as minhas mãos, agora, que te vão acordar. Conduzo a cabeça do teu caralho e encosto-a no meu rabo.
Páro.
Quero sentir o calor que me vai inflamar, a chama-tesão que me vai abrir. Sinto o calor, sinto a dureza, sinto a vontade urgente que tens de te enterrares em mim, de o espetares sem pedir licença.
Sim, sim, também o quero… muito!
Já sei o que vou sentir mas sabe sempre diferente. Que vou sentir hoje? Com a mão, aponto-o bem no meio do meu rabo, para me provocar, porque o que eu quero mesmo é senti-lo a entrar na minha cona, sem pedir licença.
Já está molhada, mas só por dentro. Quero sentir que está a custar a entrar. Quero gozar as investidas, quero sentir o teu caralho à procura do meu molhado, insistente, perseverante, ritmado.
Que gozo que me dás.
Eu sei que está quase. Já me sinto a tua putinha. Já sou puta, ofegante, expectante do que já conheço, do que já gosto, do gozo que é sentir a tua fome da minha cona.
Chegaste, avanças sem pedir licença. Afundas-te, entras e abandonas-te.
Sou eu que te faço sentir assim.
É bom ser puta para ti. Páro e dou-te o gozo. Páro e sinto só o teu gozo.
Vejo-o, cheiro-o, sinto-o, de costas para ti. É esse o gozo que me dás, conhecer e saber o que não vejo, mas existe nos sentidos e nas imagens claras na minha mente.
Sei exactamente como te sentes. A minha fome é igual à tua, tesão cúmplice.
Sou a tua puta e tu és o meu cabrão. Fazes-me sentir vontade de o gritar.
Estás quase lá, eu abri-me toda para ti e deixei-te entrar e foder-me com rapidez, bem fundo, acordando-me com essa tusa com que acordaste. Vem, rápido, vem-te e enche-me com a explosão ruidosa do teu esperma e enterra-te mais
Sim, porque tu me despertas.
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
Quarto Lamechice.

De cada noite que me levas a sair...
A tua presença fica encostada...
Na minha almofada de olhos fechados.
Como é bom encontrar o teu corpo....
A cada momento da noite....
Forte, sensual, apaixonado, provocante...
Depois do último beijo ...
E da tua maneira de dizeres que é tarde...acordo completa.
Gosto da tua maneira de ser...
Da tua maneira de me amar...
Da tua presença concreta e definida...
Gosto de me sentir amada....
Assim da tua maneira especial de amar...
Durmo contigo. Vibro quando me toco...
Porque te encontro...e não posso deixar de te desejar.
Quando não estás...basta-me saber que existes...
Que me darás sempre a tua mão...
Fico calma a recordar...fico calma a esperar.
E se sinto vontade de ti...
Encontro-te sempre no meu corpo...
Que está marcado do teu beijar ... de cada noite.
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
Quarto menáge... e um voyeur.

Quarto ópio.
Afasto-me do mundo...
Protejo-me mas não fujo...
O fumo envolve-me a mente...
...penso em ti...
E descubro o pormenor...
A beleza eternamente selvagem da natureza.
Fiz um pacto com o Sol...
Fumo...fumo...
É um conforto de espiríto,
Como quando te cansas e procuras a cadeira
Não é vicío...é fome de paz.
Encontro todo o mundo na palma da mão
Na amizade desta droga.
Enevoa-me os olhos...
Só para eu não olhar a maldade....
Para eu ter esperança de que a morte
Não será a guerra, a chacina ou o sangue...
É o passo mais desconhecido...a magia...
Já ouviste falar um morto?
Abre-me a porta do amor....
Daquele amor que eu sinto,
Quando estou a chorar
E tu me apertas a mão.
Que cresça sempre uma flor na campa
Da criança que não quis viver...
...partiu...não acredito que fugiu....
O fumo paralisa-me a revolta,
Trazendo-me a luz que vem do céu,
O milagre da eterna confiança
Que eu preciso para vos entender o sonho.
Quarto Vénus.
Vens a subir as escadas...depressa...o telefone está a tocar...que ânsia...mais depressa...que nervos...corre a subir a escada...o telefone continua a tocar...chegas à porta...ofegante...procuras a chave...uma hora...raiva...ira...impaciência...abres a porta...fica aberta...corres para o telefone...que ansiedade...
Não toca...não toca...não toca...
- Desligaram...também podia esperar...eu vinha nas escadas...(como poderia saber?)
- Até fiz barulho a abrir a porta! (como poderia ouvir??)
- Se for importante voltam a ligar...
- Sim, é o único problema que há...voltar a telefonar...ele ou ela???...Quem seria???
- Que parvoíce, não devia ser nada de importante....se calhar nem era para mim...se calhar era engano....
O telefone foi pensamento durante todo o jantar...
O telefone foi pensamento durante todo o serão...em que, geralmente, eu era a maior participante, na conversação, na alegria, nos jogos....
Vibrava: - quem seria?????
...o telefone não voltou a tocar...não devia ser nada importante...devia ser engano...sim...claro...pois é....mas, mas...quem seria????
P.S. - E se fosses tu a convidar-me para ir a Vénus?!?!?!?
Quarto orgasmo.
Que vou fazer???
Vamos parar...
Volta atrás...
Se entendes o que eu digo...
Gostas???
Amas???
Estou fora daqui...
Derreto...
Encontro....
Cabelos...
Lábios...
Sexo....
Amo...
Ama-me...
Espera-me...
Entendes o que eu digo???
Aonde vamos???
Aonde estamos???
Calor...
Tensão...
Prazer...
Agora...
Conseguimos...
Amo-te...
Fomos nossos...
Fomos, somos, seremos...Amor!
